![]() A CanaVialis, marca comercial, de melhoramento e tecnologias em cana-de-açúcar da Monsanto, está liderando a introdução do sorgo sacarino na cultura da cana-de-açúcar, uma nova tecnologia que tem como principal objetivo a antecipação da operação industrial e consequente produção de etanol pelas usinas, aumentando o período de produção de etanol e reduzindo os custos fixos das unidades. Cultura de ciclo rápido, ou seja, de 120 dias, o sorgo sacarino produz biomassa e açúcares fermentáveis que, uma vez industrializados, transformam-se em etanol. A proposta da cultura do sorgo sacarino não é competir com a cana-de-açúcar para a produção de etanol no Brasil, mas ser uma opção alternativa e viável, plantada como rotação de culturas nas áreas de reforma de cana-de-açúcar em outubro, para colheita em fim de fevereiro / março. ![]() Safra Estendida: ![]() Custo agrícola (Plantio e manejo sem CCT) : R$ 900,00/ há Com a introdução de Sorgo Sacarino nas áreas de reforma em pousio, é possível estender a safra em até 30 dias, representando um aumento de produção total de etanol no ano de 12%, a um custo competitivo. Com o Sorgo Sacarino é possível um melhor aproveitamento do parque industrial no ano, produção de etanol em um período de baixos estoques e ainda possibilitar ganhos de produtividade na própria produção de cana-de-açúcar ao proporcionar sua colheita em um período mais favorável. Os híbridos, desenvolvidos pela Monsanto, líder mundial na área de melhoramento genético de sorgo, proporcionam ciclo curto, com produtividades estimadas de 60 toneladas por hectare em áreas industriais, sadios, possuem concentração de açúcares mínima de 12%, fibra em torno de 11 a 15% e porte ereto – o que possibilita a colheita com a utilização de colhedoras de cana. *Custo estimado com base no Agrianual 2009 ![]() ![]() O projeto do sorgo sacarino teve início em 2004 na Monsanto, com cruzamentos direcionados para biomassa e açúcar. Em 2008, com a aquisição da empresa CanaVialis, que constitui-se na plataforma de combustíveis renováveis da Monsanto, o projeto ganhou novas perspectivas. Primeiramente, com a expertise dos profissionais da CanaVialis, foi estabelecido um conceito de produto, no qual foram determinados índices mínimos para serem alcançados no sorgo sacarino quanto à produtividade, concentração de açúcar e período útil de industrialização. Tratam-se de critérios fundamentais para que essa matéria-prima fosse considerada efetivamente uma nova alternativa à produção de etanol na entressafra da cana-de-açúcar. Alcançados resultados no campo, passamos para testes industriais. Em maio de 2010, uma área teste de 20 hectares foi processada na região de Piracicaba, dando origem aos primeiros resultados industriais dessa matéria-prima para produção de etanol. Em outubro de 2010, já com sete híbridos em destaque atendendo o conceito do produto e os resultados positivos da indústria, a Monsanto evoluiu com o plantio de 12 campos de avaliação em cinco estados diferentes: São Paulo, Goiás, Paraná, Minas Gerais e Mato Grosso do Sul. Os estados escolhidos seguiram o critério de presença representativa da indústria sucroenergética e as áreas-testes foram conduzidas em usinas clientes da CanaVialis, que contam com a presença constante de agronômos responsáveis pelo desenvolvimento de tecnologias. Paralelamente à condução dos campos de avaliação, em parceria com a Usina Cerradinho, localizada em Catanduva (SP) e com a Usina Porto das Águas em Chapadão do céu (GO), foram montados dois campos demonstrativos de caráter agroindustrial, ou seja, áreas plantadas com o sorgo sacarino extensas o suficiente para que fossem realizados testes industriais de produção de etanol em usinas de grande escala. As primeiras colheitas com destino à indústria de ambas usinas teve início na semana de 14 – 18 de Março dando origem posteriormente ao primeiro etanol de sorgo sacarino do Brasil em escala industrial.
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